03-02-2010 16:55:00
A grande maioria dos médicos que respondem a processos por erros em cirurgias plásticas não tem especialização na área. "Um levantamento do Conselho Regional de Medicina de São Paulo mostra que, de todos os médicos processados, apenas 6% eram especialistas", diz José Tariki, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
O dado serve de alerta para quem quer fazer cirurgia estética. A comerciante Consuelo Fonseca de Barros foi vítima de um médico sem especialização. Ela tomou todos os cuidados, mas diz que foi enganada pelo cirurgião médico. "Eu contratei um cirurgião plástico e ele colocou um pediatra para fazer a cirurgia em mim", conta. Há quatro anos, a comerciante fez redução de mamas e plástica de abdome. Até hoje ela sofre com as consequências.
Depois de mais um ano economizando tudo que podia, o sorriso da recepcionista Daniela Costa Pinto resume bem qual é a sensação de se sentir mais bonita. "Fiquei muito satisfeita, mudou mesmo. Estou radiante, na verdade”, diz Daniela, que aumentou os seios e fez uma lipoaspiração nas laterais do corpo.
A recepcionista contou o que fez para evitar problemas neste tipo de cirurgia. “Escolhi um médico por indicação, vi em pacientes o que ele tinha feito. Fiquei um mês inteiro fazendo exames."
Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12) pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revela que, no último ano, houve uma mudança no perfil das cirurgias plásticas no Brasil. Depois de dez anos, a lipoaspiração não aparece mais em primeiro lugar. Das 629 mil operações realizadas entre setembro de 2007 e agosto de 2008, 21% foram para aumentar os seios, 20% lipoaspirações e 15% plásticas no abdome.
Fonte: G1
Clínica de Cirurgia Plástica Dr. Jayme L. E. Paulillo
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